Que cristianismo você segue?

Foto: Divulgação

Vamos refletir?

O Cristianismo não foi criado por Jesus. Parece meio torto e até soar estranha essa afirmação. Mas é isso.

Os homens, percursores de Jesus, são quem criaram a religião Cristã.

Jesus era judeu. Era um ser contraditório, provocativo e até subversivo, tanto que o mataram pelas verdades que Ele dizia e pelas atitudes que tomava...

Salvar uma adúltera, curar no sábado - um dia santificado pelos Judeus – abençoar os inimigos e até descartar aqueles que o atrapalhariam em seus projetos de construção de um Reino de paz e harmonia.

Querer uma sociedade mais justa e igualitária mexe diretamente com muitos interesses...

Jesus sabia disso e por isso mesmo foi morto (não estou aqui levando em consideração a questão profética). Isso aconteceria de qualquer forma pelo olhar religioso. Caso contrário o surgimento do Cristianismo não seria possível e não viveríamos essa religião por 2 mil anos, com praticamente um terço da população mundial, com cerca de 2 bilhões e meio de seguidores pelo mundo afora.

Mas, agora, voltando à pergunta: Que Cristianismo você segue?

Bom, se é aquele que prega o ódio aos que pensam diferente de você. Se é aquele que busca conforto material em detrimento do sofrimento alheio. Se é aquele que estimula o julgamento dos outros, mas não olha para dentro de si. Se é aquele que não respeita a cultura, ambiente e escolhas dos outros. Se é aquele que, segundo Tiago, seguidor de Jesus e um dos líderes mais influentes na Igreja em Jerusalém no primeiro século, não acolhe os órfãos e as viúvas em suas atribulações... Sinto dizer, mas você está seguindo outro caminho. Não o de Cristo…

Em uma sociedade polarizada, dividida entre razões contraditórias e opostas é preciso parar, respirar fundo e refletir antes de tudo.

Mais uma vez cito Tiago: “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”.

Se espelhar em Cristo é saber que podemos discordar. Podemos ter outro olhar. Podemos até querer mudar o que está a nossa volta. Mas, é preciso dar exemplo antes de querer mudar o outro...

Aí, o caminho é mais suave, menos conflitante e mais ameno.

Costumo dizer que o verdadeiro Evangelho não arromba portas.

Cristo disse: “Eis que estou à porta e bato”...

Jesus quebra cadeias mentais, preconceitos e afins, mas nunca arrebenta um cadeado para entrar na sua vida. Ele tem a chave e não precisa disso.

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