Terceira Idade cada vez mais conectada com a modernidade eletrônica

Foto: Divulgação

Já foi o tempo em que vovôs e vovós ficavam sentados na sala fazendo crochê ou regando as plantas do jardim para passar as horas, depois de anos de trabalho. Hoje em dia, com a era digital fazendo a diferença na vida da população e o avanço das tecnologias, a terceira idade está, literalmente, conectada e aproveitando o melhor do que a modernidade tem a oferecer.

Hoje em dia é comum vermos senhores e senhoras com seus smartphones na mão e tablets conversando via chats, fazendo reuniões por vídeo para amenizar a saudade em tempo de pandemia e isolamento social; e até mesmo usando aplicativos de jogos e redes sociais como a nova geração.

Para garantir o fácil acesso, muitas empresas estão oferecendo cursos de informática para habilitar o acesso à informática com mais facilidade para as pessoas com mais de 60 anos. Nesses casos, as aulas priorizam mais a parte prática do que a teórica para promover uma intimidade maior dos alunos com o equipamento. Dessa forma, os idosos têm mais facilidade de ganhar mais autonomia no contato com os equipamentos, sem a necessidade de ajuda de terceiros.

Outro ponto favorável para a terceira idade ficar mais conectada é que essa é uma maneira de manter o cérebro saudável e ativo, além de ser uma forma de entretenimento e comunicação para a melhor idade. O uso de computadores e smartphones para leitura de livros e jornais mantém as pessoas informadas e serve como distração com a inúmera possibilidade de jogos para passar o tempo. As redes sociais também se tornaram uma febre na terceira idade.

De acordo com um estudo do Facebook, nos últimos anos o número de perfis de pessoas idosas, com mais de 65 anos, foi o que mais cresceu na rede social. Inclusive, dois em cada três acessos, são feitos por meio de smartphones. No Instagram, o número de perfis de pessoas da terceira idade também cresceu de forma considerável.

Para matar a saudade dos netos, Geralda Ribeiro, 75 anos, pediu para filha comprar um smartphone para que ela pudesse ver os netos pelo celular já que a pandemia afastou a família para evitar a possibilidade de contágio do Covid-19. “Tenho seis netos e pedi para o que mora comigo que criasse um perfil no Facebook pra mim e me ensinasse como poderia acessar para ver a fotos dos outros que, neste momento estão longe. Depois disso, conversei com minha filha e pedi a ela para comprar um celular que tivesse uma tela bem grande, já que a minha vista não está 100%. Agora mato a saudade vendo as fotos que eles colocam e acompanho dia a dia deles. Eu mesmo não coloco quase nada porque ainda estou aprendendo. Mas logo, logo, vou me aventurar com minhas fotos também”, avisou.

O celular foi o meio encontrado por Laura Figueiredo, de 70 anos, de manter o bate papo com as amigas em dia. “Já aprendi a mexer no Facebook e no WhatsApp. Eu e minhas amigas criamos um grupo para bater papo todo dia. Com isso, passamos o tempo e mantemos a fofoca, além de trocar receitas e fazer muita fofoca. De vez em quando, posto fotos minhas no Face. O tal do Instagram eu ainda não sei usar, mas aos poucos sei que vou aprender. O que eu gosto mesmo é de ficar jogando buraco com minhas amigas. É uma distração e tanto. Melhor do que ficar fazendo tricô ou pensando bobagem.”, declarou.

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