Conheça maneiras de fortalecer a imunidade do seu filho no outono

Foto: Divulgação

Com a chegada do outono, é comum vermos consultórios pediátricos e pronto-socorros lotados de crianças doentes – e de pais preocupados. Segundo dados do Ministério da Saúde, o pico de internações hospitalares causados por doenças respiratórias, por exemplo, acontece entre abril e o final de julho.

Entre as crianças, a maior parte das hospitalizações se dá até os 5 anos, como já demonstraram inúmeros estudos. Tudo porque o organismo delas ainda não sabe se defender totalmente, tornando-as alvos mais fáceis. “O desenvolvimento e a produção de anticorpos só acontece na adolescência, por volta dos 15 anos”, diz a imunologista Carolina Prando. Mas calma, nem tudo está perdido. Em primeiro lugar, que tal entender melhor como se desenvolve o sistema imunológico?

O sistema imunológico é formado por uma rede de células e moléculas dispersas pelo nosso corpo, cujo papel é reconhecer e, então, destruir ou inativar qualquer estrutura considerada estranha – como uma bactéria ou uma célula cancerígena. Para atacar quando e onde for necessário, ele conta com diversos órgãos, como o timo, as amídalas e a medula óssea, onde são produzidos diversos tipos de células de defesa, assim como a pele, que é uma barreira natural contra microrganismos.

No entanto, caso o seu filho esteja sempre doente, alérgico ou não, o pediatra deve pedir mais testes para checar a possibilidade de uma imunodeficiência primária.

DICAS PARA FORTALECER AS DEFESAS
Sim, dá para ficar tranquilo, porque, de fato, as idas ao pronto atendimento e as mensagens fora de hora para o pediatra vão diminuir com o tempo. No entanto, há algumas medidas que podem dar um “up” na imunidade do seu filho desde agora – e que vão ajudar a protegê-lo não só nas estações mais frias, como no ano inteiro. Confira algumas dicas.

Amamentação fortalece a imunidade
Durante o aleitamento, o bebê recebe anticorpos maternos presentes no leite. Tanto que o colostro, ou seja, o leite produzido pela mãe logo após o parto, é considerado a primeira vacina.

Vacinação em dia
Paralelamente à amamentação, o bebê vai começar a receber outras vacinas. Nem sempre de forma agradável, claro, mas a dor passa e a saúde fica! E não é à toa que a carteira de imunização do pequeno começa a ser preenchida logo na maternidade.

Alimentação saudável
Uma alimentação balanceada, que prioriza alimentos naturais como frutas, verduras e carnes magras é, sem dúvida, a base para uma vida saudável.

Como lidar com problemas
Falando em bem-estar, a maneira como lidamos com os nossos problemas, aliás, também influencia o sistema imunológico. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada pela Universidade Penn State (EUA) com adolescentes na faixa dos 13 aos 16 anos em situações de estresse crônico. Segundo a pesquisadora Emily Jones, que estuda a relação entre saúde e comportamento, aqueles que tinham o costume de suprimir suas emoções eram mais propensos a sofrer inflamações quando células do seu sistema imune eram expostas (em laboratório) a bactérias.

Ter pets favorece a imunidade
Uma situação que pode mudar de um lar para outro, por exemplo, é o contato com os animais de estimação. Ainda hoje não existe consenso entre os médicos se eles prejudicam ou melhoram o sistema imunológico – até porque há pesquisas que comprovam as duas coisas.

A importância da atividade física
E, quando o assunto é levar uma vida mais leve, tem coisa mais gostosa do que movimentar o corpo, seja brincando, dançando ou correndo? Por isso, praticar esportes também é uma recomendação de praxe para seu filho crescer saudável. As atividades físicas reforçam a saúde como um todo, pois aumentam o apetite, melhoram o sono e favorecem as condições respiratórias, o que ajuda na prevenção de doenças. Vale lembrar que elas devem ser realizadas apenas como iniciação esportiva, de maneira lúdica. Treinos são indicados só a partir da puberdade.

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