Choque de Gerações

Foto: Divulgação

O século 21 chegou com grandes inovações tecnológicas que tem aproximado pessoas em todo o mundo, em tempo real. Graças ao advento da internet, estamos conectados 24h por dia. É comum vermos atualmente, crianças de pouca idade manuseando smartphones e tablets com uma desenvoltura que deixa muito marmanjo de queixo caído.

Por conta disso, em sua grande maioria, a infância das crianças têm se resumido aos olhos fixos a frente uma tela sem nenhum tempo para uma atividade ao ar livre.

Vendo meus filhos e até mesmo os filhos de amigos e sobrinhos, vejo o quanto essa tecnologia alienou os mais jovens. Não posso exigir que eles tenham o mesmo comportamento da minha geração porque concordo que os tempos são outros. O sentimento de insegurança hoje em dia é alarmante e não temos mais condições de deixarmos essas crianças, criadas a pão de ló, brincarem na rua até tarde sozinhas.

Às vezes converso com eles sobre o que aprontei na minha adolescência e eles ficam de boca aberta, não acreditando no que converso. Algumas vezes, eles até questionam porque não os deixo saírem se, “na minha época”, eu vivia na rua.

Muitas vezes já pensei porque essas crianças não brincam de amarelinha, bola de gude, elástico, pique-pega, polícia e ladrão, pique-esconde, pulam corda e tantas outras brincadeiras que me deixavam na rua até tarde com meus amigos. Fico triste porque as amizades hoje são bem mais virtuais e os jogos on-line. O calor humano foi trocado pela frieza da tela do computador.

Acho que estou ficando velho e saudosista. Sinto falta dos meus amigos de escola, das minhas viagens para São Pedro, dos “pegas de bicicleta”, do futebol no meio da rua com traves feitas de chinelo, do bate-papo na calçada, das tarde jogando futebol de salão (hoje em dia é chamado de futsal... até isso mudaram), das brincadeiras com meus primos na vila, do futebol de botão e de tantas outras atividades que me faziam chegar em casa encardido.

Deixa pra lá, o importante é que eles sejam felizes. Cada um a sua maneira. Mas que a minha geração foi muito mais feliz.... isso não tenho dúvidas.

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