Autoestima

Foto: Divulgação

Quase não tenho saído de casa, mas essa semana que passou recebi um convite para pegar uma prainha com alguns amigos e acabei aceitando para quebrar um pouco a minha rotina. Chegamos por volta de 9h30 e saímos lá pelas 17h. Seguindo as orientações, muito protetor solar, barracas, comidinhas saudáveis e muita água para hidratar.

No entanto, como bem diz o título desta coluna, resolvi falar de autoestima que, de acordo com o dicionário, significa “Qualidade de quem se valoriza, está satisfeito com seu modo de ser, com sua forma de pensar ou com sua aparência física”.

Sendo a praia, um dos mais democráticos espaços de lazer, comecei, como boa jornalista que sou, a reparar nas pessoas. Vi pessoas altas, baixas, magras, obesas, brancas, pardas, mulatas, negras, amarelas, índios e de várias etnias.

No entanto, fiquei encantada com uma menina (aparentando ter no máximo 22 anos) que não estava nem aí para os falsos padrões de beleza que a sociedade normalmente impõe. Ela estava bem acima do peso e com um biquíni maravilhoso. Ela ria, brincava, paquerava, conversava e estava de boa com todo mundo. Não estava nem aí para o seu excesso de gostosura e nem queria saber se suas celulites estavam aparecendo ou não.

Depois de um tempinho, como estávamos próximas, acabamos conversando porque a menina perguntou sobre a minha gravidez. O nosso bate-papo foi sensacional e pude aprender muito com ela, que estava plena e feliz.

Dona de si, empoderada e sem abaixar a cabeça para ninguém, a vida para ela era vivida sem nenhum constrangimento. Um arroubo juvenil de causar inveja. O tipo da mulher que sabe o que quer e que vai atrás para realizar seus sonhos. Confesso que lembrei muito da minha juventude.

A lição que fica é que devemos nos amar como realmente somos. Somos todos perfeitos com nossas imperfeições. E viva a vida, exatamente do jeito que ela é.

Só esqueci de falar um detalhe: o nome dela também era Brigitte... só podia ser...

#somostodasbrigitte

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