Muito Prazer!

Foto: Weverthon Manhães

Olá, sou o Evinho (Weverthon Manhães)! Sou filho de Ueverton Corrêa e Cristiane Manhães, neto de Elisaldo Crespo (o Seu Leão) e Edineia Manhães por parte de mãe, e Zé Moura (Seu Zé) e Dona Irla Corrêa por parte de pai.

Sou nascido e criado em Rio das Ostras e a história da minha família se confunde com a da cidade. Meus avós foram grandes comerciantes locais e, até hoje, o bolinho de aipim do “Quiosque do Leão” e a moqueca capixaba do “Cantinho da Vovó” são lembrados com saudade por quem viveu essa época tão boa. Meus avós paternos, inclusive, também fizeram parte da luta pela emancipação da cidade nos anos 90.

Meu avô Zé Moura sempre foi um apaixonado por cultura e artes em geral. Foi a pessoa que trouxe o carnaval para Rio das Ostras e fez isso a vida inteira com os próprios recursos! Promovia festivais de música, gastronomia e eventos esportivos por toda a cidade. Foi quem me mostrou a importância da cultura para uma cidade e o quanto ela deveria ser mais valorizada e respeitada.

Durante minha infância e adolescência, Rio das Ostras era uma referência em educação, esporte, lazer e cultura. Cresci participando de cursos e eventos. Os jovens se ocupavam com aulas de música, dança e teatro, com escolinha de futebol, de vela, de skate, de bodyboarding, e com cursos profissionalizantes de informática. Foi uma época muito feliz para mim e a sensação que eu tinha era que a minha cidade respirava amor e poesia.

Naquela época, violência e tráfico de drogas eram coisas muito distantes de nós, não era algo comum por aqui, era mais na capital que acontecia. Os assaltos e roubos a comércios não aconteciam com tanta frequência como hoje, e a população não se preocupava tanto com os horários e locais de suas programações de lazer.

Mas, infelizmente, com a chegada da tão falada “crise”, os primeiros a serem cortados pelo governo foram os projetos sociais e culturais. E por conta de “falta de verbas”, muitos jovens ficaram sem nenhuma ocupação e, com isso, veio a evasão escolar, o aumento da criminalidade e o fortalecimento do tráfico de drogas, sobretudo nos bairros mais humildes.

Mas como riostrense de corpo, alma e coração, sonho com o dia que tudo isso possa voltar a acontecer de novo. Sei que quem é apaixonado por Rio das Ostras tem o mesmo sentimento e espera que nossa cidade volte a ser valorizada. E acredito que a educação, a cultura e o esporte podem ser a base para que nossa cidade possa voltar a ser a nossa Pérola Mais Bela!

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